Wednesday, August 25, 2010

Olhando a pequena caixa de lembranças

A noite cai, com o céu tingido de um laranja amadeirado, trazendo o peso da noite.Já escuta-se os grilos, o cheiro do sereno que começa a anunciar a noite.O vento frio, convida, um chá, envolta em uma manta, sentada na varanda.Podemos dizer que ali era o paraíso, no embalo da velha cadeira de balanço laqueada de branco, o ranger do estalo da madeira, torna este momento com uma lembrança de dias que ela não viveu.A dor em sua alma, faz com que incansavelmente ela aperte o centro de suas mãos sem parar, como se fosse evitar de que todo o corpo sentisse a profunda tristeza.Ela pensa, repensa, onde foi que errou, o que foi feito de errado, pra ser escrava de um destino tão cruel.A voz da sua avó ainda soa em sua mente, os conselhos e o desejo de ver a neta, feliz,amada e querida.
Ela sofre demais, ali neste mundo de sonhos, ela imagina uma linda paisagem, para que o choro não desabe junto com a alma, que ela tenta manter equilibrada.
Não, nossa heroína não está bem, tudo deu errado, ela meteu os pés pelas  mãos, e seus dias serão dias de fardo e arrependimento.O cheiro da colônia, as roupas alvas de algodão, o abraço, o porto seguro, o cuidado, a união de duas almas, objetivos e sonhos, agora estão jogados em uma caixa chamada realidade, coisas boas lacradas pelos erros, agora já é muito tarde.
Durma menina! Quem sabe amanhã o pesadelo acabe...

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Tuesday, June 22, 2010

Saturday, June 19, 2010

Fim de tarde

Fim do dia, uma caminhada pelo lago, o frio é forte, mesmo assim não impede as pessoas de sairem e caminharem, de casais namorarem, de apaixonados registrarem suas primeiras juras de amor.Ela está sozinha mais ao longo destes anos ela aprendeu a sobreviver com sua única companhia a solidão.Uma das coisas mais lindas que existem neste lago, é uma parte de pedras, onde ela constumava sentar e contemplar o horizonte com um tapete infinito de águas quase glaciais.As lágrimas muitas vezes eram empurradas pela velocidade do vento que parecia quase como um alento a dor da alma, de perder tudo o que ela mais queria a esperança de encontrar a promessa de sua felicidade. Afastada de todos, ela fala com Deus, em seu coração existe um grito, de liberdade que deseja sair e invadir o silêncio daquele instante frio e deprimente.
Quantas vezes, imaginou o que seria dividir tantos momentos incríveis, ao lado de alguém que naquele momento, mesmo que distante,  desejava o mesmo sentimento.Porque sempre foi difícil vencer a melancolia da alma, que na ansiedade abria feridas, ao se deixar levar por falsas juras ou promessas de felicidade.
Sua aparência imponente, não deixava demonstrar a ninguém a dor profunda de nunca ter encontrado o que tanto tinha para viver ou sentir.Os limites da realidade, podavam seus instintos e a veracidade de sua alma, tão forte, capaz de vir tantas vezes mesmo que em sonhos aos mesmos lugares, ao mesmo lago glacial, ao mesmo fim de tarde, em busca do entendimento de si mesma e de rever momentos que a inspiraram viver com tanta esperança.
Mais o sol está indo embora, os pássaros começam a buscar seus ninhos, as pessoas entram para suas casas, unidas aquecidas por um amor e paixão intensa que podemos ver em suas risadas e almas. Ela volta para seu universo de sonhos, ela fecha seus olhos porque sabe que em minutos é hora de acordar, o mundo real, feio e realista a espera como uma espada apontada para seu ventre, a privando de ter toda a beleza que Deus criou em seu espírito forte e sensível, é hora de lutar, esquecer que este lugar e real.
Ao abrir os olhos mesmo estando loge da onde mais gosta de estar, ela pensa, que enfim foi agraciada, porque mesmo que por um breve momento, viu o amor, falou com ele e o levou para ver as coisas lindas da vida que ficaram em sua memória.

Todos os direitos reservados a autora deste blog Fim de tarde by Aline M.B est mis à disposition selon les termes de la licence Creative Commons Paternité-Pas d'Utilisation Commerciale-Pas de Modification 3.0 Unported. Basé(e) sur une oeuvre à donyatiminreves.blogspot.com. Les autorisations au-delà du champ de cette licence peuvent être obtenues à http://donyatiminreves.blogspot.com/.


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Friday, June 18, 2010

A menina e o trem


Numa noite fria sentir os cabelos voando no vendo ao cheiro de um perfume envolvente o rosto frio gelado de cor palida emolduram os olhos negros e grandes.Ela olha pela janela do trem, a cidade segura e calma, envolve sua tristeza e solidão, por mais que pareça fatal não é.Todas as noites ,ela viaja, até esta parada, a neve fina, tenta tocar a pele coberta bom um longo casaco militar, negro.Ela agora é um anjo sem rumo.
Como destino escrito, ela ve o principe perdido seus cabelos raspados seus olhos negros,  olhos misteriosos, a chamam, ela o abraça forte, por um minuto escuta se coração, sente sua alma, enxerga seu futuro ali presente.Não ela não quer partir.

No conforto do abraço, ela descansa seu rosto, sobre o peito forte que inspira a segurança, o perfume amadeirado com notas orientais, se misturam a barba bem feita de seu cavaleiro.

Vestido como um nobre, ele demonstra a realização de um sonho. Não, não fale nada, ela tenta murmurar ,ele pede, me abrace deixe a noite nos esconder em sua sombra e deixe a lua nos dizer que este momento é eterno.Ele  beija seus olhos, com pureza pede seu silêncio, é melhor não dizer nada, com o respeito de um nobre, sem uma palavra se quer ele diz: Adeus!

O frio aumenta ele passa as mãos envoltas em uma luva de couro, e contorna seu rosto, ele a admira, nunca viu tanta beleza, ela chora, e então ele diz  : C'est pas la peine!

Enfim, é hora de partir, o trem do destino a levará, para longe, ela o vê pela última vez da janela, a triste jornada que continua, e ela sabe, que jamais o verá novamente.

Com saudade e nostalgia foi  escrito seu destino e ela ainda não sabe qual será a próxima parada.O importante foi que pelo menos uma vez Deus permitiu que ela encontrasse sua paz.

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Friday, May 28, 2010

A princesa solitária

Hoje na lua cheia, a varanda se enche de um azul aveludado, da janela em arco, do alto, ela vê toda a cidade, milhões de estrelas que são como jóias colocadas por Deus cada uma em seu devido lugar.A brisa da noite, refresca com um aroma das tâmaras o seu rosto que tem os traços da herança de um povo.A princesa engole o choro, em seu peito uma dor infinita da saudade. Tudo poderia ser diferente, o mundo lá fora hostil a espera crescer, para lhe ferir ainda mais amargura da alma antes doce e suave.
Ela busca um sonho, por dentro das sombras obscuras, ver os olhos da paixão, de um amor forte e intenso, digno de reis e heróis.Daquele tipo que daria a própria vida para ver se quer um dia ela sorrir, que tivesse apenas a riqueza da fé e a dignidade de um homem forte.
Homem de princípios e coragem, como os antigos heróis das histórias, que levantavam poeira nas patas de seus cavalos, cavaleiros reis, homens de glória que compreendem a alma feminina e a traduzem em um gesto, um beijo, um olhar uma promessa.
Ela ainda se lembra o quanto sonhou ao som das belas melodias, daquela atmosfera de conto de fadas, daquele céu.
Ela por um instante sente ele próximo, sabe que mesmo distante ainda que em palavras, em uma carta, ela cativa seu coração e desperta seu desejo.
A sua alma é pura, é a feminilidade extrema por dentro de uma muralha de uma postura ética, social e religiosa.
Ela o quer, na verdade ela quer ser querida, ser salva e ser levada, no infinito do horizonte onde os heróis montam seus cavalos e correm ao rumo da vitória, ela a princesa, só quer vencer na vida, e vencer na vida é encontrar o sentido dela sendo amada pelo que ela realmente é.
Ouça o vento ele traz a voz dela sussurrando Salve me Habibi Salve me!!!

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Sunday, May 9, 2010

Sopinha no pão italiano

Neste friozinho do Paraná, nada melhor que uma sopinha e o nosso amor do lado!!!!



Ingredientes para 4 pessoas


8 fatias de pão italiano

5 tomates

3 talos de salsão

2 cenouras

2 cebolas

4 ovos

3 colheres de sopa de queijo pecorino ralado

1 buquê de manjericão

1 dente de alho

1 pimenta dedo de moça

azeite de oliva extra virgem

sal

Modo de preparo:

Descasque as cebolas, limpe e lave o salsão e as cenouras e fatie fininho os três ingredientes. Afervente os tomates, retire a pele e as sementes e corte-os em cubos pequenos.



Numa panela, refogue o dente de alho, ligeiramente amassado, com 4 colheres de sopa de azeite. Acrescente as verduras fatiadas, o manjericão, bem lavado, 8. pimenta e .os pedaços de tomate. Deixe refogar, regue com 70 ml de água quente e cozinhe por 30 minutos.



Enquanto isso, distribua em 4 pratos fundos as fatias de pão italiano. Quebre os ovos na panela na qual está cozinhando a sopa de verduras, prestando atenção para não romperem as gemas.



Salgue e, assim que as claras começarem a ficar duras, descarte o alho e a pimenta. Com o auxílio da escumadeira, retire os ovos e mantenha-os quentes.



Distribua a sopa nos pratos fundos sobre a fatia de pão, coloque um ovo no centro de cada prato e regue com um fio de azeite. Salpique com o queijo peco ri no e sirva bem quente.

Ter fé...



Ter fé é ACEITAR os desígnios de Deus ainda que não os entendamos, ainda que não nos agrade. Se tivéssemos a capacidade de ver o fim desde o princípio tal como Ele vê, então poderíamos compreender por que às vezes nossa vida é conduzida por caminhos estranhos e contrários a nossa razão e aos nossos desejos.

Ter fé é DAR quando não temos, quando nós mesmo necessitamos. A fé sempre encontra algo valioso onde aparentemente não existe; pode fazer que brilhe o tesouro da generosidade em meio à pobreza e ao desamparo, enchendo de gratidão ao que recebe e ao que dá.

Ter fé é CRER quando é mais fácil ficar na dúvida. Se a chama da confiança em algo melhor se extingue em nós, então não há outro meio que não nos entregarmos ao desanimo.

A crença em nossas bondades, possibilidades e talentos, tanto como em nossos semelhantes, é a energia que move a vida fazendo grandes vencedores.
Ter fé é GUIAR nossa vida não com os olhos, mas sim com o coração. A razão necessita de muitas evidências para arriscar-se, o coração necessita só de um raio de esperança. As coisas mais belas e grandes que a vida nos dá não se podem ver, nem sequer tocar, só se podem acariciar com o espírito.
Ter fé é LEVANTAR-SE quando se está caído. Os revezes e fracassos em qualquer área da vida nos entristecem, porém é mais triste ficar lamentando-se no frio chão da autocompaixão, acompanhado pela frustração e a amargura.

Ter fé é ARRISCAR-SE na troca de um sonho, de um amor, de um ideal. Nada que vale a pena nesta vida pode se conseguir sem esta dose de sacrifício, que implica desprender-se de algo ou de alguém, a fim de adquirir algo que melhore nosso próprio mundo e o dos demais.

Ter fé é VER positivamente a vida à frente , não importa quão incerto pareça o futuro ou quão doloroso foi o passado. Quem tem fé faz de hoje um fundamento do amanhã e trata de vivê-lo de tal maneira que quando fizer parte de seu passado, possa vivê-lo como uma grata recordação.

Ter fé é CONFIAR, porém confiar não somente nas coisas, mas sim o que é mais importante... nas pessoas. Muitos confiam no material, porém vivem relações vazias com seus semelhantes. Certamente sempre haverá gente que traíra tua confiança; assim o que temos a fazer é seguir confiando sendo mais cuidadoso com aqueles em quem confiamos.
Ter fé é BUSCAR o impossível: sorrir quando os dias se encontram nublados e teus olhos estão secos de tanto chorar. Ter fé é não deixar nunca de cobrir teus lábios com um sorriso, nem sequer quando está triste, porque nunca sabes quando teu sorriso pode dar luz e esperança à vida de alguém que se encontra em pior situação do que a tua.
Ter fé é CONDUZIR-SE pelos caminhos da vida da mesma forma que uma criança segura a mão de seu pai. É entregarmos nossos problemas nas mão de DEUS e nos jogarmos em seus braços antes de cair no desespero. Ter fé é descansarmos para que ELE nos carregue, em vez de carregar nós mesmos nossa própria coleção de problemas.